Recordar anos 60 70 80 e 90 é viver: Torresmo e Pururuca
Entrevista com o Torresmo
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Torresmo e Pururuca


O MESTRE BRASIL JOSÉ CARLOS QUEIROLO: PALHAÇO TORRESMO
Nasceu em Espírito Santo do Pinhal, no dia 04 de abril de 1918, quando o circo Irmãos Queirolo, de propriedade de seu pai e tios, itinerava pelo o interior do Estado de São Paulo. Filho único de Jose Carlos Queirolo, Palhaço Chicharrão e de Dona Graciana Cassano Queirolo, atriz. Ele uruguaio e ela Argentina. Desde a mais tenra idade (3 anos), tomou parte nos atos de seu pai, com o nome de Chicharrãozinho, a sua infância e adolescência estudou, inicialmente no colégio Caetano de Campos e depois no Colégio Ginásio Ipiranga. Juntamente com seu pai e sua mãe, excursionou por todo o Brasil e alguns países estrangeiros.
Foi cantor de tangos e melodias mexicanas, compositor e poeta. Após formar-se em 1938, seguiu com seus pais para excursionarem com o “Circo Cine Mundial”, uma mistura de circo e cinema, pelo o Estado de São Paulo, permanecendo nessa excursão por 10 anos.
Torresmo toca saxofone, marimba, violino. “Eu sou um artista de verdade e hoje ninguém quer pagar artistas de verdade. Mas as crianças gostam de nós, dos verdadeiros palhaços. A cada risada delas, quando me vêem, tenho certeza disso”.*
* Jornal Folha de São Paulo. 1975
Aos domingos, ele sempre repete a mesma frase: “Assim não agüento” e a criançada grita: “Guentaaaaá”.
Torresmo foi um bebê bonito e rechonchudo, cantava tangos lindamente aos 7 anos, e tem, aos 69 anos, a disposição de 50 anos. Foi equilibrista, trapezista, malabarista, aramista e domador de muitos bichos.
Torresmo estreou seu palhaço, em Juiz de Fora, juntamente com seu pai e seu tio, o Palhaço Harres. Torresmo fazia parte de uma cena cômica dos dois; dentro do roteiro, tinha uma mala e os dois falavam de pegar a mala, daí surgia um palhaço bravo de dentro da mala. Era o Torresmo, com os olhos azuis e corpo esbelto. Antes de ser Torresmo, foi Bombonzinho, Berimbau, Fubeca e Catatau.
Torresmo, afirma ser uma pessoa bem-humorada e que pretende chegar até o ano 2000. Vaidoso, confessa que já pensou em dar uma retocada no rosto, mas o filho Pururuca, não gostou da idéia. Esta casado há 43 anos com Otília. Além de Pururuca, tem um filha, Gladismary, cinco netos e dois bisnetos. Lembranças têm muitas, mas prefere não viver de recordações. Aos domingos, quando se veste de Torresmo e anima o pequeno circo, montado junto ao restaurante, na Serra da Cantareira, a criançada morre de rir, quase caindo das cadeiras.
Em 1943, o Brasil estava na 2ª Guerra Mundial e eles foram para o Rio de Janeiro, a chamado do Revistógrafo Jardel Jercolis, onde na sua Companhia de Revista, no Teatro Recreio, ocupou o lugar de 1º Ator Cômico. Voltando ao interior de São Paulo, em 1944, casou-se na cidade de Ibirarema, com Otília Piedade, nascendo uma filha Gladismary eum filho: Brasil José Carlos. Foi locutor das rádios de Adamantina e Lucélia, de 1948 a 1949.
Trabalhou no Circo Alcebíades, do pai de Fuzarca, amigo e dupla cômica. Realizou apresentações no circo dos famosos palhaços: Piolim e Arrelia. Entre os circos que se destacou, constam: Norte-Americano e os Irmãos Queirolo, situados na cidade de Curitiba. A Família Queirolo, também marcou época no sul do país, através do famoso Palhaço Chic-Chic, Otelo Queirolo e seus filhos artistas.
Torresmo fixou residência em São Paulo, no bairro de Mandaqui. Em 1950, tendo conhecimento da Tv, acreditou no sucesso desse meio de comunicação. Participou do programa de Luiz Gonzaga, no Cine-Teatro Odeon e foram vistos pelo “olheiro” da TV Tupi, canal 3, no programa do artista Humberto Simões (famoso ventríloquo brasileiro). Humberto apresentou Torresmo ao diretor Cassiano Gabus Mendes – 1º diretor de TV no Brasil. No dia 12 de outubro de 1950, dia das Crianças, Torresmo estreou no canal 3, TV Tupi Difusora, às 20:00hs, desde então, dedicou-se a programas infantis, na TV brasileira, tendo atuado em todos os canais da TV de São Paulo, nos mais variados programas: Calouros Mepacolan, Gurilândia, com o famoso artista Homero Silva; Zás-Trás, na Globo; Recreio do Torresmo, no canal 2; Torresmolândia, no canal 9, TV Excelsior; Tic-Tac e Pururuca , na TV bandeirantes; Gincana Kibon, na TV Record e muitos outros no período de 1950 a 1964. Aposentou-se da TV e, “agora só faço free-lance e se o cachê interessar”, diz ele. A dupla Torresmo-Fuzarca fez um sucesso na TV brasileira. Através de seus espíritos revolucionários, na figura de seus palhaços, mostraram para o Brasil o circo, suas origens, suas tradições e seus símbolos poéticos.
O Sr. Brasil José Carlos Queirolo – Palhaço Torresmo, foi funcionário da Delegacia do Tesouro Nacional, durante 14 anos. No ano de 1960, decidiu trabalhar somente com a atividade circense. No programa “O Grande Circo”, junto com Pururuca – seu filho, Chupeta, Chupetinha, Pimentinha e outros excêntricos, desenvolveu um trabalho que marcou a presença do circo na televisão brasileira (TV Bandeirantes), no ano de 1973 a 1982. Foi feito um vídeo, lançado em todo o Brasil com grande êxito.
Nos anos de 1983 a 1987, retirou-se para o seu sítio, em Mairiporã, para tratamento de saúde, sendo pequena sua atividade artistica. Nesse período, seu filho abriu um restaurante na Serra da Cantareira.
Torresmo fez diversas atividades para as crianças e adultos, no restaurante do seu filho. Recuperado da enfermidade, voltou para São Paulo e trabalhou no Programa Bombril, da TV Bandeirantes.
Torresmo foi considerado pela Câmara Municipal de São Paulo, como um ser em plena peregrinação artística e recebeu a Medalha Anchieta e um diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo. Em 1982, foi-lhe conferido o Título de Pinhalense Emérito, outorgado pela Câmara Municipal do Espírito Santo de Pinhal, onde nasceu.
Torresmo revive, aos domingos, a garotada. Sem pintura no rosto longe das roupas extravagantes e do sapato enorme, ele não é “Torresmo” – “Não consigo fazer palhaçadas, sem estar pintado e vestido, até ando diferente”, comenta.
Albano Pereira, companheiro de palhaçadas de Torresmo, faleceu no ano de 1964. Daí em diante, forma dupla com seu filho, o Brasil José Carlos Queirolo – “Pururuca”, ele com 15 anos de idade.
Possui inúmeros troféus e diplomas de agradecimentos, pelo seu trabalho para a comunidade brasileira e a TV Bandeirantes concedeu-lhe o Troféu Bandeirantes, Torresmo gravou 80 discos infantis e trabalhou 30 anos na TV. No ano de 1993, faleceu o Sr. Brasil José Carlos Queirolo – Palhaço Torresmo, na época tinha 76 anos de idade. Sua história continua viva através de seus filhos e netos.
Em depoimento prestado no 1º Encontro de Artistas Circenses da UNICAMP, no ano de 1989, Torresmo fala:
“Ao pisar pela primeira vez em um picadeiro, aos três anos, logo vi que seria um artista. Fui o primeiro Queirolo a nascer no Brasil, em Espírito Santo do Pinhal. De picadeiro em picadeiro, fui chamado de Fubeca, atuei com muitos palhaços e sempre fui atento as nomenclaturas de cada tipo. No mundo circense, há o palhaço que pinta o rosto de branco e sabe de tudo um pouco. É o Clown – o excêntrico que erra as palavras e faz trapalhadas. O outro é o Tony ou Suarê – este entra no picadeiro somente nos intervalos dos números do circo.
No Brasil, quem introduziu o palhaço tradicional, que usava o sapato grande, o nariz que brilhava e muito mais, além de ter sido o mestre do Palhaço Piolim, foi meu pai Chicharrão.
Graças a Deus, me aposentei bem e consegui com a televisão, o meu nome; o que meu pai levou 10 anos para fazer, em nome do seu reconhecimento, eu fiz em 1 ano de TV. Pude mostrar a história das famílias circenses voltadas para a alegria.
Antigamente eram os palhaços que chamavam o público, eles eram a atração principal. Os de hoje não sabem nem se pintar sozinhos e se pintam com cara de engraçado, como dizia Fuzarca. Não passam nenhuma emoção para o público. Nós somos a tradição e a memória que o Brasil não tem. Os inovadores não acrescentaram nada (...)”
Com a morte de Fuzarca, em 1964, Torresmo passou a fazer dupla com seu filho, o Palhaço Pururuca e continuou entre o palco e a lona. Ele recordava o passado e guardava suas palhaçadas ou excentricidades, para teatros e residências.
“O picadeiro cansa muito, mas ainda estou preparando minha maquiagem para o ritual de transformação de Brasil Queirolo em Torresmo”.
Torresmo não se arrepende da vida dedicada a circo e vê, eterno, o futuro da lona. De tristeza, apenas de saber, que mesmo com veteranos palhaços, ensinando sua arte a TV pouco aprendeu do picadeiro. “Não me queixo da televisão, que me deu nome, mas ela não aproveitou nada do circo, em troca de efeitos e luzes”.
AS VONTADES DE TORRESMO
Torresmo, artista, segundo ele desde eu nasceu, está começando a transformar em realidade, um velho sonho: “Quero morrer debaixo de uma árvore, vendo as crianças brincarem”.
TORRESMOLANDIA: lugar que inventou, é uma espécie de conto de fadas para a criançada. Construiu uma casa de brinquedo – do seu tamanho: 1,50m e diz que já começou a colecionar bichos. Por enquanto, a Torresmolândia têm dois periquitos, vários canários da terra; mas numa dessas manhãs, amanheceu fungando e ao por do sol, todos com lágrimas nos olho, participaram de um pequeno funeral.
O velho palhaço continua com a disposição de sempre. Diz que a Torresmolândia será bastante ampliada. Hoje ela já conta com um velho Ford 1915, que está mais novo do que um zero quilometro. No futuro, haverá locomotivas com vagões com altura não superior a 1,50m e no imenso parque que Torresmo imaginou, cada Estado do Brasil estará representado com suas danças, lendas e pratos típicos.
Na Torresmolândia, todos os sábados e domingos, às 15:00hs têm show especial. O importante é que tudo é de graça, fala Torresmo, com um sorriso de orelha à orelha, que deixa muito adulto envergonhado.
Brasil Jose Carlos Queirolo - Palhaço Torresmo – faleceu em maio de 1992.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Varig Varig Varig
Propaganda de 1964 da Varig cujo jingle foi criado por Arquimedes Messina e cantada por Rosa Miyake (apresentadora do Imagens do Japão). Trata-se de uma fábula japonesa adaptada para o comercial da Varig (Voo Brasil-Japão). Este comercial marcou época.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Opala anos 70
Quem de nos com mais de trinta já não andou num opala meu pai por exemplo teve uns 15 carros desse eu aprendi a dirigir no opala tambem veja os comerciais da epoca do lançamento do opala que foi de 1969 à 1992 mate a saudades pessoal.
Comercial do opala anos 60 70 80
Primeiro comercial do opala 1969
Comercial do opala anos 70
Comercial do opala anos 80
Comercial do opala anos 90
Comercial do opala anos 70
Comercial do opala anos 80
Comercial do opala anos 90
domingo, 9 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Desenho do homem de ferro anos 60
O grande sucesso do momento nos cinemas é o filme Homem de ferro 2 mais sua origem aqui no brasil aconteceu nesse desenho dos anos 60 veja e viaja no tempo com essa reliquia da Marvel
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Newton da Matta


O dublador Newton
da Matta
Faleceu na tarde desta segunda-feira, 06/03, em Bragança Paulista, interior de SP, o ator e dublador veterano Newton da Matta. Ele estava hospitalizado devido a uma parada cardíaca que o levou a um coma. A causa morte foi divulgada como infecção hospitalar. Seu corpo foi velado e enterrado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.
Newton era o dublador oficial do ator Bruce Willis, desde a série A Gata e o Rato (1985), que a Sony Pictures lançará em DVD no próximo dia 15, com dublagem original.
Newton tinha 61 anos e iniciou iniciou suas atividades artísticas aos 11 anos em rádio-teatro, atuando nas emissoras Tupi, Mayrink Veiga e Nacional, no Rio de Janeiro. Mais tarde, na Rádio Nacional, foi escritor de novelas e diretor de elenco. Na televisão, atuou como ator e autor de tele-peças, na TV Tupi, TV Rio e TV Globo. No teatro, foi o primeiro Pedrinho do "Sítio do Pica-Pau Amarelo". Mais tarde, montou peças de Pirandello, entre outras. Foi um dos diretores do musical "Alô Dolly" no Teatro João Caetano.
A partir de 1960, foi convidado por Herbert Richers e Vitor Berbara a dirigir e atuar como dublador. Foi o surgimento da dublagem no Rio de Janeiro. Desde então, atuou em diversos seriados, como o já citado Bruce Willis em A Gata e o Rato, Marc Singer em V - A Batalha Final, Richard Chamberlain em Dr. Kildare e Pássaros Feridos e o personagem Zeca em Primo Cruzado. Em longas-metragens, além de Bruce Willis (todos os filmes), dublou os atores Dustin Hoffman, Paul Newman, Louis Jordan, Mickey Rourke, James Farentino, Peter O'toole e vários outros. Dirigiu a dublagem do desenho Thundercats e dublou o personagem Lion-O, o chefe dos felinos.
Newton da Matta estava morando e trabalhando em São Paulo, onde ministrava um curso de dublagem para crianças, adolescentes e adultos, e ainda dirigia dublagens.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A dubladora da Bruxa do 71


dubladora Helena Samara faleceu no último dia 8 de novembro, aos 74 anos de idade por falência múltipla dos órgãos, choque cardiogênico e miocadiopatia isquêmica.
A grande chance veio com a personagem Wilma do desenho "Os Flintstones", para a qual fez um teste e foi escolhida pelo próprio representante da Screen Gems no Brasil. Na seqüência, vieram outros grandes personagens que dariam à Helena Samara um lugar de destaque no universo da dublagem brasileiras: Endora, da série "A Feiticeira", na qual foi a terceira dubladora e a mais reconhecida, Maureen Robinson, a mãe de "Perdidos no Espaço", a Tenente Uhura de "Jornada nas Estrelas", na dublagem original, e Cinnamon Carter, interpretada por Barbara Bain na série "Missão: Impossível", cujo sucesso garantiu à Samara vários trabalhos de locução em comerciais da época.
Casada desde os 19 anos com o estudante de odontologia Manrico de Camilo, com quem teve uma filha, Fátima de Camilo, atualmente psicóloga, Helena separou-se do marido quando ele pediu que fizesse uma escolha: a família ou o trabalho.
Entre os mais recentes sucessos de Helena Samara estão as séries "Chaves", na qual dublava dona Clotilde, a bruxa do 71, e "The Nanny", na qual fez a voz da vó Yetta ao lado de Cecília Lemes, a voz de Fran Fine e da Chiquinha em "Chaves". Alguns de seus trabalhos como o desenho "Os Flitstones", as séries "A Feiticeira", "Missão: Ipossível", "Chaves", "Perdidos no Espaço" e "Jeannie é um Gênio", estão imortalizados em DVD lançados no Brasil com a dublagem original.
O Dublador do incrivel hulk , Falcão Azul , Batman

Nilton Valério
O ator e dublador Nilton Valério morreu no início de setembro. Há alguns anos afastado da dublagem devido a um derrame, Valério atuou nas casas do Rio de Janeiro. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão a voz do Falcão Azul no desenho Dinamite, o Bionicão, a voz de Roy Thinnes em Os Invasores, a voz na redublagem de Guy Williams na série da Disney, Zorro, o Dr. McCoy na redublagem de Jornada nas Estrelas, série clássica, a voz de Bill Bixby na série O Incrível Hulk dos anos 70, e a voz oficial do ator Michael Keaton. E ainda:
"Robocop" (Miguel Ferrer), "Os Caçadores da Arca Perdida" (Rene Belloq), "Mecanicat" (Krypto), "X-Men" (Ciclope - desenho dos anos 90), "Batman" (na versão animada dos anos 70), "Carrossel" (Dr. Villaseñor), "Os Flintstones nos Anos Dourados" (Sr. Mau), "Loucademia de Polícia" (Sargento Proctor), "Uma Linda Mulher" (Jason Alexander), "Intriga Internacional" (Cary Grant), "Cinzas do Paraíso" (Sam Shephard), "Armageddon" (Jason Isaacs), "O Exorcista (Padre Dyer), "Tempo de Despertar (Robert DeNiro), "Querida, Estiquei o Bebê" (Gregory Sierra), "Proteção à Testemunha" (Daniel Zacapa), "Dossiê Pelicano" (James B Sikking), "O Feitiço de Áquila" (John Wood), "O Planeta dos Macacos", "A Fuga do Planeta dos Macacos" e "A Conquista do Planeta dos Macacos", "Uma Cilada para Roger Rabbitt" (Richard LeParmentier), "Superman - o Filme" (Marlon Brando - redublagem), "Butch Cassidy" (Paul Newman), "Casablanca" (Paul Henreid), "Os Três Mosqueteiros" (Gene Kelly), Fãs do dublador mantém uma comunidade no Orkut dedicado a ele e seu trabalho.
Dublador do Fred Flintstone


DUBLAGEM » MARTHUS MATHIAS
Marthus Mathias - Nasceu em ltajubá, MG, em 1927. Radicado em São Paulo, começa sua carreira em 1951 como rádio-ator, na Rádio Record de S. Paulo. Sua primeira rádio-novela se chama "A Cabana do Pai Tomás". Em seguida vai para a televisão, como ator, em transmissões ao vivo, pois não existe videotape, nos teledramas "Corcunda de Notre Dame" e "O Vestido de Noiva", ainda na década de 50. Depois faz as telenovelas "A Muralha" (63), Jerônimo, Herói do Sertão" (72), "Uma Rosa com Amor" (72), Vitoria Bonelli" (72) e "O Espantalho" (77), entre outras. Estréia no cinema em 1953 no filme "Cais do Vício" e desenvolve sólida carreira de mais de 70 filmes, com destaque para "Jeca Tatú" (59), "O Outro Lado do Crime" (79) e "Besame Mucho" (87). Quase sempre no papel de vilão, Marthus Mathias é um dos atores mais constantes do cinema brasileiro. Na década de 80, adere ao explícito.
Marthus Mathias havia se mudado para de S. Paulo para Goiânia (GO). Depois, mudou-se para o estado do Mato Grosso, onde veio a falecer em janeiro de 1995.
Marthus imortalizou a voz do Fred Flintstone. Fez também o Chefe dos Agentes da UNCLE, vivido pelo ator Leo G. Carroll.
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
DUBLAGEM » OLDER CAZARRÉ


DUBLAGEM » OLDER CAZARRÉ
Older Cazarré: Para sempre, com Justiça.
Older Cazarré se consagrou como dublador e ator. Falecido em 1992, era incrivelmente eficaz no que fazia. Especialista em dublagens caricaturais, marcou época dando voz a Huckleberry Hound (no Brasil, Don Pixote). Fez a voz inesquecível do gato Gênio, da série Top Cat (Manda Chuva), Jaiminho nos episódios do restaurante da Dona Florinda na série mexicana Chaves.
Foi também a voz de Zé Colméia na série clássica, o zelador Henry Órbita (na série clássica Os Jetsons), Plic (no desenho Plic, Ploc & Chuvisco), Chumbinho (no desenho Bacamarte & Chumbinho), o Rei (no desenho Mosquete, Mosquito & Moscardo), Homem Fluído (no desenho Os Impossíveis), Loopy Le Beau e o Prof. Gizmo (na série animada Jambo e Ruivão).
Foi ator da Rede Globo, depois de passar por outras emissoras, entre elas a TV Tupi, onde permaneceu por mais de 20 anos. Era irmão do também falecido Olney Cazarré - também dublador - quee tem entre suas dublagens mais conhecidas a de Hadji Singh (série animada Jonny Quest), Coelho Ricochete (desenho Coelho Ricochete & Blau
Blau), Fofoquinha (Matraca-Trica e Fofoquinha), Jace (Space Ghost & Dino Boy) e James Stephens (voz do ator Dick York na fase colorida de A Feiticeira). Olney Cazarré chegou a fazer também a voz de James quando Dick York fora substituído por Dick Sargent.
Ao falecer, Cazarré tinha apenas 57 anos. Foi vítima de uma bala perdida enquanto dormia em seu apartamento. Por causa de um tiroteio, foi atingido no peito, por um projétil que atravessou a janela do seu quarto, localizado no segundo andar de um prédio de apartamentos. Embaixo, um grupo de traficantes do Morro do Pavão trocava tiros. Segundo os moradores, os bandidos atiraram dez vezes contra a fachada do edifício. Um vizinho do ator, quando ouviu os tiros, jogou-se no chão com o filho pequeno. Ainda de acordo com testemunhas, após o tiroteio, houve pânico na vizinhança. Naquela época, a troca de balas entre traficantes de drogas já era freqüente.
Com isso o meio artístico perdeu um dos seus melhores profissionais. Sua figura até hoje é lembrada por muitos com muito carinho e um sentimento que se traduz em muita saudade. Cazarré deixou marcas profundas que são sem sombra de dúvida exemplos a serem seguidos. Boa parte daquilo que fez pode não estar disponível por problemas que o nosso país tem quanto a preservação de arquivos. Mas foi graças ao volume de seu trabalho que até hoje podemos rever algo daquilo que nos proporcionou.
Sofremos com a falta de material que o Brasil nos proporciona. Mas Cazarré era bom. Tão bom que encontramos dados a respeito dele em sites que nem brasileiros são... consultem:
Seriado A Feiticeira 1964 a 1972


O publicitário James Stephens leva uma vida normal trabalhando com Larry Tate na agência "McMann & Tate", até casar-se com a bela Samantha (Elizabeth Montgomery). Essa delicada jovem muda para sempre sua visão do mundo ao lhe revelar sua real natureza: ela é uma feiticeira.
Para o casamento funcionar, James exige que ela desista da bruxaria e viva com ele como uma mortal. O acerto poderia funcionar, não fosse a constante interferência da família de Samantha, que de forma alguma concorda com essa nova existência mortal sem o uso da mágica. Assim, James passa a ser atormentado por sua sogra, Endora, e seu séqüito de bruxos e feiticeiras. A família de Samantha era composta pela Tia Clara, uma bruxa muita velha e que quase sempre errava nas mágicas; o pai de Samantha, Maurice, separado de Endora e que adorava fazer citações teatrais; o médico especialista, o Dr. Bombay; além do tio Arthur e a prima Serena (interpretada também por Elizabeth Montgomery).
Os Stephens tinham ainda um casal de vizinhos, o Sr. Abner Kravitz, um aposentado que vivia vendo televisão e lendo jornal, e sua esposa Gladys que tinha como paixão bisbilhotar a vida dos outros.
Samantha e James Stephens tiveram 2 filhos, Tabatha, que nasceu em 1966 com poderes de feitiçaria a exemplo da mãe e Adam que nasceu em 1969, mortal igual ao pai.
A partir da segunda temporada a série passou a ser exibida em cores. Naquele ano o seriado alcançou o sétimo lugar na audiência americana, com uma média de 23.4 pontos.
Durante a produção, ocorreram algumas mudanças de elenco. A primeira a sair foi Irene Vernon, que deixou a série em busca de melhores papéis, sendo substituída por Kasey Rogers na fase a cores da série. Para que o público não sentisse a mudança, Rogers teve que tingir seus cabelos ruivos para preto, voltando a sua cor natural mais tarde; O pai de James era vivido por dois atores, Roby Roberts e Robert F. Simon, porque cada um era contratado por episódio. Assim, quando um não estava disponível, chamavam o outro; Já Alice Pearce morreu vítima de câncer e em seu lugar chamaram Sandra Gould, 20 anos mais jovem que George Tobias, que interpretava seu marido; Quem também morreu durante a produção foi Marion Lorne, a Tia Clara, mas seu personagem era tão querido do público e a atriz tão marcante, que os produtores resolveram não substituí-la, entrando em seu lugar uma nova personagem, Esmeralda, interpretada por Alice Ghostley. Tal qual tia Clara, Esmeralda fazia o papel da atrapalhada bruxa cujos poderes causam problemas para os Stephens.
Mas, a mudança mais significativa foi a do personagem James Stephens (que nos EUA é chamado de Darrin). Dick York precisou deixar a série quando sua saúde declinou em virtude de dores na coluna, ocasionadas por um acidente automobilístico em 1959. O ator foi substituído por Dick Sargent, que na verdade tinha sido a primeira escolha para o papel, mas por não estar disponível na época, foi substituído por York. Os produtores decidiram não explicar a mudança, já que o assunto tinha sido amplamente divulgado pela imprensa e uma mudança de personagem não caberia no enredo.
A série teve sua produção encerrada em 1972, época em que perdia na audiência para a sitcom Tudo em Família. Em 1977 lançaram uma série mostrando como estavam os filhos de Samantha, o programa chamava Tabatha e tinha nos papéis principais Lisa Hartman (Tabatha) e David Ankrum (como Adam). O seriado durou apenas 13 episódios.
No Brasil A Feiticeira alcançou um grande sucesso, a exemplo de outras partes do mundo. Chegou por aqui em 1965, quando foi exibido pela extinta TV Paulista, onde foram mostrados os dois primeiros anos do programa. Em 1968 a série passou a ser exibida pela TV Excelsior, que exibiu também o terceiro ano e logo depois pela TV Record, que passou os episódios do quarto e quinto ano.
Na década de 1990 A Feiticeira foi mostrada pela Warner Channel e em 2000 pela Rede TV!, que exibiu as duas primeiras temporadas colorizadas por computador. Recentemente a série transferiu-se para a Rede 21.
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