segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Corpo de John Herbert é cremado em São Paulo


O corpo do ator Jonh Herbert foi cremado nesta quinta-feira (27) às 13h, no crematório da Vila Alpina, Zona Leste de São Paulo. A cerimônia durou cerca de 10 minutos.

O velório aconteceu no Museu da Imagem e do Som, na capital paulista. Vários amigos e familiares foram dar o último adeus ao ator. Emocionado, o filho primogênito dele, John Hebert Jr., cantou uma música em homenagem ao pai e sensibilizou todos os presentes, que aplaudiram o ato.

John Hebert morreu nessa quarta-feira (26), vítima de um enfisema pulmonar. O ator estava internado desde o dia 5 de janeiro.

Morre a atriz Georgia Gomide




Aos 73 anos, atriz sofreu uma infecção generalizada
A atriz Georgia Gomide morreu na madrugada deste sábado à 1h, vítima de uma infecção generalizada, no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.Ela estava internada desde o dia 25 de janeiro.
Aos 73 anos de vida, a atriz fez parte da história da televisão brasileira, tendo atuado em inúmeras novelas na Record, Globo e SBT.Na Record, ela participou de grandes produções como As Pupilas do Senhor Reitor, Louca Paixão e Tiro e Queda.Ela ficou também muito conhecida por viver a Mamma Francesca em Malhação (Globo).
O velório acontece na manhã deste sábado (29), no Hospital Beneficência Portuguesa e o enterro está previsto para as 16h30 no Cemitério da Consolação, em São Paulo.
VIDA
Geórgia Gomide se chamava Elfriede Helene Gomide Witecy. Nasceu nos Jardins, em São Paulo, em 17 de agosto de 1937. Na família havia artistas, entre os quais o pintor Gomide, de fama internacional. Seu avô, por parte de mãe, era Desembargador e Ministro de Estado, na Suíça. E por parte do pai a família era da Alemanha e Rússia. Eram também matemáticos, cultos. Elfriede, porém, não se interessava por nada disso. O que queria, em pequena, era brincar, praticar esportes, nadar. Bastante jovem e já freqüentava diariamente o importante Clube Pinheiros, de São Paulo, e ganhou o título de "A mais bela esportista". Ganhou, como prêmio, um apartamento que, segundo ela, nunca lhe foi entregue. Por ser muito linda, chamou logo a atenção de Fernando Severino, Diretor Comercial da Televisão Tupi. E ela foi contratada como atriz. A primeira peça que fez foi "Os filhos de Eduardo" no qual dizia apenas: "Bom dia, como vai ? ". E foi aquele nervosismo. Mas aí começou a fazer um Grande Teatro atrás do outro. Era tudo ao vivo e tudo em preto e branco. Mas foi uma beleza, para a jovem esportista. Sua ascensão foi rápida. Logo outros teatros: "Gimba", "Srta. Julia" , "Moral e Concordata" , "Calúnia", onde fazia uma professora homosexual. Eram tele-teatros grandes, importantes. Na verdade, porém, o que foi sua grande sorte foi a participação na novela "Tereza", onde fazia uma figura tão má, que chegou a apanhar na rua. Daí para o sucesso foi um passo. E isso chegou quando fez o papel título em "Ana Terra", novela adaptada do livro de Érico Veríssimo. Esse foi o ápice de sua carreira, onde esquecendo sua vaidade e elegância, fazia uma "bugra", uma mulher que se vestia de farrapos, e tinha sempre um rifle às costas. Isso aconteceu na TV Excelsior. Na TV Record fez "As Pupilas do Senhor Reitor". E, de volta à Tupi fez "Éramos Seis". Já na Globo fez sucesso com a novela "Vereda Tropical", onde fazia uma mulher extrovertida, alegre, bonita. Geórgia Gomide também fez muito teatro e muito cinema. Em teatro fez: "O estranho casal", "O vison voador", "Sete mulheres em mim", com o psicólogo e médium Gasparetto, e onde, de certa forma, vivenciava situações de sua própria vida. E fez outras peças. Aliás, na vida de Geórgia houve de tudo: esporte, arte, beleza, amor, fama. Só não houve casamento. Geórgia teve um filho, mas não se casou. Teve Daniel, hoje um rapaz, que é seu grande amigo, sua razão de viver. Geórgia Gomide tem também um irmão, que hoje vive nos Estados Unidos, e que ela ama demais. Freqüentadora da Igreja Católica Carismática, Geórgia Gomide é ainda bonita e elegante e só o que quer é que a chamem para trabalhar, que é o maior prazer de sua vida.Uma das veteranas da televisão brasileira, a bela e talentosa Geórgia Gomide (na verdade Elfriede Heléne Gomide Witecy, de pais alemães) foi estrela e também vilã inesquecível em algumas novelas da Tupi. Desde a década de 60 atua em novelas (sua estréia foi em 1962 em Os Filhos de Eduardo dirigida por Wanda Kosmo), década em que também estréia no Cinema Nacional. Seu beijo na boca com Vera Fischer (A Superfêma, 1973), foi assunto nacional e surpreendeu o Brasil. Já em 1954 foi eleita a Miss Clube Pinheiros.Durante as décadas de 50 a 70, a TV Tupi foi uma poderosa rede de televisão, com novelas de sucesso e com um elenco estelar. Entre tantas atrizes que brilharam nos folhetins da emissora está o nome de Geórgia Gomide: Redenção, a novela que parou o Brasil de 1966 a 1968, teve Geórgia em destaque, emprestada para TV Excelsior (praxe da época) na mais longa novela da história da TV Brasileira. Dona de forte carga dramática, aliada a uma beleza bem exótica, a atriz passou também por outras emissoras, como Globo e SBT, sempre com atuações expressivas. Com carreira também no teatro, Geórgia Gomide estreou em novelas em 1963, em `Moulin Rouge, A Vida de Tolouse Lautrec”, de Geraldo Vietri. De lá para cá, atuou em cerca de 40 produções, sendo alguns pontos altos de sua careira na telinha as novelas `A Fábrica´ (1961), `Éramos Seis´ (1977), ‘Aritana´ (1978), `Gaivotas´ (1979) e `Vereda Tropical´ (1984, como a inesquecível Dona Bina). A atriz chega ao cinema também em 63 na co-produção Alemanha/Brasil, `Mord in Rio´(Noites Quentes de Copacabana), com direção de Horst Hãchler. Depois de atuar em `Quatro Brasileiros em Paris´ , de Geraldo Vietri, em 1965, tem papel de destaque em `Corisco, O Diabo Loiro´, de Carlos Coimbra, em 1969. Na década de 70, Geórgia Gomide marca presença nas pornochanchadas, as comédias e dramas eróticos de sucesso, atuando em O Sexo mora ao lado, de Ody Fraga. A atriz atua também em filme do mestre José Mojica Marins, o Zé do Caixão, em “Exorcismo Negro, em 1975, até hoje a mais cara produção de terror já realizada no Brasil. Os também atores Dionísio Azevedo, Paulo Figueiredo e Flávio Migliaccio foram os outros diretores com quem trabalhou.
Georgia : feliz e sem ressentimentosGeorgia tinha 73 anos e morava confortavelmente em São Paulo no bairro do Sumaré. Seu grave problema de visão a fez só fazer algumas participações em novelas (em 2006 apareceu em A Diarista e Linha Direta) ou alguns programas de auditório (Luciana Gimenez dedicou todo um programa dedicado a ela). Sempre bonita e reverenciada por seu séqüito de fãs, tem orgulho de seu filho único Daniel Goldfinger, de 31 anos.Em 2003 foi entrevistada por Jô Soares, que lhe deu um beijo na boca “faz 11 anos que eu não beijava”, declarou na época.
Para Flash, Geórgia declara, com exclusividade:
“Não tenho mágoa nenhuma, trabalhei muito, este ano sai minha biografia pela Imprensa Oficial, ganhei o Roquete Pinto e todas as homenagens que uma atriz pode ter. Acabei de voltar da Europa e Leste Europeu onde comemorei meus 70 anos e revi minha família alemã. Adoro trabalhar e aceito e aguardo os convites. Estou feliz”
(filmografia)

- `Mord in Rio´ (Noites Quentes de Copacabana – 1963), de Horst Hãchler;
- `Quatro Brasileiros em Paris´ (1965), de Geraldo Vietri;
- `Corisco, O Diabo Loiro´ (1969), de Carlos Coimbra;
- `A Super Fêmea´ (1973), de Aníbal Massaini Neto;
- `O Exorcismo Negro´ (1974), de José Mojica Marins;
- `O Sexo mora ao lado´ (1975), de Ody Fraga;
- ´Chão Bruto´ (1976), de Dionísio Azevedo;
- `Sexo, sua única arma´ (1981), de Geraldo Vietri;
- `O Médium´ (1983), de Paulo Figueiredo;
- `Os Trapalhões na Terra dos Monstros´ (1989).

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Morreu Dino Santana de os Trapalhoes



Morre o ator Dino Santana, irmão do humorista Dedé Santana
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Morreu na tarde deste domingo (26) o ator Dino Santana, irmão do humorista Dedé Santana. Dino, que tinha 70 anos, sofria de câncer de próstata há cerca de quatro anos e faleceu em casa, no Rio de Janeiro.

“Estou arrasado, ele era meu braço direito, não dava um passo sem ele ao meu lado”, disse Dedé Santana em entrevista ao G1 por telefone. “Ele foi um grande colaborador do humor brasileiro, é uma perda enorme para todos”, completou o ex-Trapalhão.

O velório acontece na noite deste domingo no cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na Zona Oeste do Rio. O corpo será enterrado às 9h de segunda-feira (27).



Dino Santana iniciou sua carreira formando a dupla Maloca e Bonitão na televisão, ao lado do irmão Dedé, nos anos 1960. Nas décadas de 1970 e 1980, participou de diversos quadros do programa “Os Trapalhões”, na TV Globo e na TV Tupi. De 2004 a 2008, trabalhou também ao lado do irmão no programa televisivo “Dedé e o comando maluco”.

No cinema, atuou como coadjuvante em diversos filmes dos Trapalhões, tais como “O rei e os Trapalhões” (1979), “O cinderelo trapalhão” (1979), “Os Trapalhões e o mágico de Oz” (1984), “A filha dos Trapalhões” (1984) e “Os fantasmas trapalhões” (1987), entre outros.

A carreira do humorista Dino Santana sempre foi ao lado do irmão, o também comediante Dedé Santana. Juntos, eles trabalharam no humorístico “Os Trapalhões”, entre as décadas de 70 e 90, e no infantil “Dedé & O Comando Maluco”, nos anos 2000. Dino e Dedé integraram ainda a dupla Maloca & Bonitão nos anos 60.

Nascido em Niterói, Dino trabalhou ainda em vários filmes como “2000 anos de confusão”, “O mulherengo”, “Os Trapalhões e o Mágico de Oroz”, “Os fantasmas Trapalhões” e “Kasller, o lindo do Brasil”. Ainda na TV, participou do “Programa Sérgio Mallandro” e da “Festa do Mallandro”. Dino sofria de câncer na próstata havia quatro anos e morreu ontem, aos 70 anos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Morre o ator canadense Leslie Nielsen


O ator Leslie Nielsen morreu neste domingo (28) aos 84 anos em um hospital de Fort Lauderdale, no estado americano da Flórida. O canadense teria morrido de complicações devido a uma pneumonia.

Segundo um comunicado emitido por seu agente, John Kelly, o artista morreu em um hospital local por causa de complicações derivadas de uma pneumonia.

"Estamos tristes pelo falecimento do querido ator Leslie Nielsen, provavelmente melhor lembrado como o tenente Frank Drebin na saga "Corra que a polícia vem aí", embora tenha desfrutado de uma carreira no cinema e na televisão durante mais de 60 anos", diz o comunicado, escrito pela família de Nielsen.

Seus familiares pedem ao público que, em vez de enviar flores, remetam doações em seu nome a organizações beneficentes.

saiba mais

VEJA FOTOS DA CARREIRA DO ATOR
Previamente Doug Nielsen, sobrinho do ator, comentou a uma rádio local que o ator tinha permanecido hospitalizado durante 12 dias e que sua situação piorou nas últimas 48 horas. Segundo disse, Nielsen morreu rodeado por sua família e amigos às 17h30 hora local.

Nascido em Regina em 11 de fevereiro de 1926, Nielsen apareceu em mais de 100 filmes e centenas de programas de televisão ao longo de sua carreira. Chegou a Hollywood em meados da década de 1950 após aparecer em dezenas de dramas para televisão em Nova York.

Começou a trabalhar como galã em uma variedade de filmes devido a sua altura e sua presença, e entre alguns de seus trabalhos dramáticos mais conhecidos estão "O planeta proibido" (1956) e "O destino do Poseidon" (1972).

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Gil gomes Lhes es diz



Quem de nós com mais de 30 , 40 anos não ouviu Programa policial Gil Gomes sucesso absoluto de audiencia nos anos 70 e 80 com suas historias e casos especiais que floravam a nossa imaginação eis aqui a minha homenagem a esse profissional do rádio que atualmente está na radio record am .

O começo no rádio Gil Gomes nasceu numa família pobre e na infância vendia balas e santinhos na porta de uma igreja, onde mais tarde foi aceito como congregado mariano.

Sofria de gagueira e para superá-la tentava imitar os locutores esportivos que ouvia pelo rádio. O método funcionou graças, segundo afirma, a sua força de vontade. Foi, então, convidado a ser locutor nas quermesses da igreja e descobriu que a comunicação era sua vocação. Abandonou assim a idéia de ser médico, como desejava seu pai.

Numa dessas quermesses recebeu aos 18 anos o convite para seu primeiro emprego na Rádio Progresso, como locutor esportivo. Na mesma função, passou por vários rádios da Capital e do interior paulistas até chegar à Rádio Marconi. Quando a Rádio Marconi parou de fazer coberturas esportivas, Gomes passou a integrar o departamento de jornalismo da emissora cuja chefia assumiu no final dos anos 60.

Na mesma rádio trabalhava Ana Vitória Vieira Monteiro (Dramaturga, Poetisa e Escritora), com quem Gomes casou e teve três filhos, de um casamento que durou 14 anos, antes da separação: Guilherme Gil, Daniel e Vilma. Guilherme Gil o primeiro trabalhou com o pai até sua morte prematura, de hepatite C. O segundo filho o empreendedor de sucesso Daniel Gil Gomes ocupa o posto deixado vago pelo irmão, é casado e pai de tres filhas.A terceira filha Vilma Gil Gomes é Advogada, casada e mãe de um filho. Gil Gomes tem orgulho de ser amigo de sua ex. mulher, com a qual desevolveram uma relação de respeito e amizade.

Um incidente ocorrido em 1968 fez nascer acidentalmente o repórter policial Gil Gomes. Ele realizava entrevistas pelo telefone com políticos, quando tomou conhecimento que um caso de agressão sexual estava ocorrendo no edifício onde a rádio estava instalada. Num impulso, resolveu fazer a cobertura do caso ao vivo. Desceu as escadas do prédio com o microfone na mão, fazendo locução e entrevistando os envolvidos e as testemunhas.

A Rádio Marconi obteve uma audiência recorde com essa cobertura e Gil Gomes concluiu que um programa policial ao vivo era o caminho a seguir. Mas foi um caminho difícil, o regime militar não tolerava críticas ao trabalho da polícia. Para agravar a situação, a Rádio Marconi já era visada pelas autoridades por adotar, em seu noticiário, uma linha de oposição ao governo.

Várias vezes – mais de trinta, conforme afirma Gil Gomes – ele e sua equipe foram presos e a rádio retirada do ar. De todas as prisões, conseguiu se safar sem maiores conseqüências por conta de sua amizade com policiais. Quando a programação da rádio começou a sofrer censura prévia, Gomes narrava no ar historinhas infantis e receitas culinárias em substituição ao noticiário censurado.

Mas não só as autoridades o hostilizavam. Ao colaborar, com sua equipe, na elucidação de crimes, passou também a sofrer ameaças de morte de bandidos.

Concorria com o primeiro repórter policial da rádio Bandeirantes, José Gil Avilé, o Beija-Flor.

[editar] Na TV: Aqui Agora

Gil Gomes e seu gesto característico.Em 1991 o SBT- Sistema Brasileiro de Televisão, rede comandada por Sílvio Santos, lançou o jornal diário Aqui Agora. Para se diferenciar do jornalismo sisudo e bem comportado da Rede Globo, Sílvio idealizou o Aqui Agora como um jornal popular no formato e na linguagem. Entre os convidados para integrar a equipe de locutores e repórteres do jornal estava Gil Gomes, que aparecia ao lado de Sônia Abrão, Celso Russomanno, Jacinto Figueira Júnior (o homem do sapato branco) e Wagner Montes, entre tantos outros.

Como o programa jornalístico dava ênfase a reportagens sobre acidentes graves e crimes de toda sorte, Gil Gomes teve um papel destacado. Foi no Aqui Agora que ele aprimorou o visual, a voz e o gestual que cairam no gosto do grande público e serviram de inspiração para os imitadores dos programas de humor.

Vestido invariavelmente com uma camisa de cores berrantes, como se tivesse sido comprada numa banca de camelô de um bairro popular, a mão direita empunhando o microfone e a esquerda gesticulando em horizontal como se alisasse o pelo de um cão, Gil Gomes narra os fatos diretamente da cena do crime com sua voz arrastada e grave, que cresce em volume nos momentos mais dramáticos. Usa frases curtas, que às vezes nem chega a completar. Nas entrevistas, não adota uma posição neutra: se emociona diante das vítimas e explode de indignação diante dos criminosos.

O Aqui Agora fez tanto sucesso que passou a ter duas edições diárias. Mas, com o aparecimento de concorrentes, foi perdendo audiência e saiu do ar em 1997. Alguns anos após, Gomes foi aproveitado no programa humorístico Escolinha do Barulho da TV

Record.


Em 1998 foi contratado pela TV Gazeta para ser repórter do Mulheres.

A Escolinha do Barulho foi ao ar em 1999 quando a Rede Globo deixou de apresentar a Escolinha do Professor Raimundo com Chico Anísio e dispensou diversos atores cômicos do elenco, que a Record resolveu contratar para fazer um programa semelhante. Como inovação, em vez de um único professor, a Escolinha do Barulho da Record teve quatro professores fixos, Dedé Santana, Miele, Benvindo Siqueira e Gil Gomes.

Gil Gomes apresentou um programa na Rádio Tupi e desde 2007 integra o casting da Rádio Record de São Paulo .

Em 2004/05 foi repórter e apresentador do Repórter Cidadão na RedeTV!.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

filmes do Roberto Carlos

Quem diria que Rei Roberto Carlos já foi ator de cinema veja abaixo um de seus filmes

Roberto Carlos, A 300 Quilômetros Por HoraLalo, tímido mecânico de automóveis, ama em segredo tantos carros de corrida como a jovem Luciana, namorada de seu patrão Rodolfo, ás do automobilismo. As escondidas, Lalo e seu amigo Pedro Navalha treinam com o carro de Rodolfo, especialmente fabricado para a próxima taça Brasil, em Interlagos. Rodolfo briga com Luciana e parte para Europa. Pedro evita que Neusa, secretária de Rodolfo, cancele a inscrição do patrão. Coloca Lalo no lugar deste. Em plena corrida, a trama é descoberta, mas Lalo realiza uma "performance" sensacional e tem reconhecida a sua vitória.



Ficha Técnica
Título Original: Roberto Carlos, A 300 Quilômetros Por Hora
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 92 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1972
Distribuição: Ipanema Filmes
Direção: Roberto Farias
Assistente de direção: Luiz Antônio Machado e Mendel Rabinovitch
Roteiro: Roberto Farias
Argumentos: Bráulio Pedroso
Produção: Joni Natorf Shlomer, Ubirajara José da Gama e João Flávio Guerra
Pré-produção: Rogério Faria
Direção de produção: Mozael Silveira
Gerente de produção: David Cardoso
Co-produção: Produções Cinematográficas R. F. Farias
Música: Roberto Carlos
Canções: Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Aranjos: Maestro Chico Moraes
Som: Alberto Viana
Fotografia: José Medeiros
Camera: Roberto Farias
Assistente de câmera: Ronaldo Nunes
Desenho de produção: Cláudio Tovar
Edição: Rafael Justo Valverde
Assistente de edição: A. Sarmento
Maquiagem: Walter de Almeida
Efeitos especiais: Wilmar Meneses
Continuidade: Percival de Oliveira
Elenco
Roberto Carlos (Lalo)
Erasmo Carlos (Pedro Navalha)
Raul Cortez (Rodolfo)
Mario Benvenutti (Alfredo)
Libania de Almeida (Luciana)
Cristina Martinez (Neusa)
Flávio Migliaccio (Luig)
Otelo Zelloni (Mane)
Reginaldo Farias (Playboy)
Walter Forster (Dirigente da prova automobilística)
Maria Cristina Martinez
Jorberte dos Santos
Antônio Carlos Avallone
José Renato Catapani
Olga Mary Hanada
Cacilfa Rita de Jesus
Beatriz Assumpção
Rina Ostasevic
Zélia Borges
Rita Olívia Veloso
Wanda Reiff
Premiações
- Melhor Edição no Prêmio "Governador do Estado de São Paulo", SP em 1971.

- Melhor Edição no Prêmio "Coruja de Ouro", INC - Instituto Nacional de Cinema, RJ, 1971.
Curiosidades
- Terceiro filme que Roberto Farias realiza com Roberto Carlos. Os precedentes foram: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968) e Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa (1970).

- Estreou no rio a 25 de dezembro de 1972, numa única sala, passando depois a circuito e obtendo excelente receptividade popular.

- É uma produção toda construída em torno da aura popular do cantor-compositor, que pela primeira vez não canta em cena (as canções acompanham suas aventuras na trilha sonora).

- Último filme de Otelo Zeloni (1921-1973).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Recordar anos 60 70 80 e 90 é viver: Tony Curtis morre aos 85 anos

Recordar anos 60 70 80 e 90 é viver: Tony Curtis morre aos 85 anos

Tony Curtis morre aos 85 anos




Ator Tony Curtis morre aos 85 anos nos Estados Unidos


O ator Tony Curtis, que morreu aos 85 anos nos Estados Unidos

O ator americano Tony Curtis morreu aos 85 anos em sua residência na cidade de Henderson, no estado americano de Nevada, informou nesta quinta-feira (30) sua filha, a atriz Jamie Lee Curtis, ao site "Entertaiment Tonight".

Protagonista de várias comédias de Hollywood das décadas de 1950 e 1960, como "Quanto Mais Quente Melhor" (1959), Curtis foi hospitalizado em julho em Las Vegas (EUA) por conta de problemas respiratórios, mas ainda não foram divulgados detalhes de sua morte. Ele também ficou conhecido por sua participação no seriado de TV "The Persuaders", nos anos 70.

Com mais de 50 anos de carreira e uma centena de filmes como protagonista, Curtis, cujo verdadeiro nome era Bernard Schwartz, nasceu em 3 de junho de 1925, em Nova York, em uma família de origem judaica.

Estudou interpretação na Academia de Arte Dramática de sua cidade natal e, em 1949, estreou em Hollywood com um papel de coadjuvante em "Baixeza".

Sua popularidade no cinema começou dois anos depois com "O Príncipe Ladrão" e protagonizou depois títulos como "Trapézio" (1956), "Acorrentados" (1958) e "Spartacus".

Uma de suas mais famosas interpretações seria "Quanto Mais Quente Melhor", na qual Billy Wilder contracenou Marilyn Monroe e Jack Lemon.

Curtis se casou em seis ocasiões, a primeira delas em 1951 com a atriz Janet Leigh, mãe de suas filhas Jamie Lee e Kelly Curtis, também atrizes.

Ele deixa a esposa, a modelo Jill Vandenberg, 45 anos mais nova do que ele.

Tony Curtis se despediu do cinema em 2005 com uma colaboração na série televisiva "CSI". Nos últimos anos de vida, cultivou uma de suas grandes paixões, a pintura.

Em 2008, expôs uma coleção de 35 quadros nas lojas de departamento londrinas Harrods.

O ator sempre mostrou seu amor pelo cinema. "Continuo gostando do cinema porque é minha vida. Sou feito de celuloide", declarou, ao receber dez anos atrás um prêmio no Festival Internacional de Sitges (nordeste da Espanha).

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Morre Mário Tupinambá o Bertoldo Brecha da escolinha do Prof. Raimundo



Morreu nesta segunda-feira (27), aos 78 anos, o humorista Mário de Oliveira Tupinambá, conhecido por representar o personagem Bertoldo Brecha do "Escolinha do Professor Raimundo", da TV Globo.
Tupinambá sofria de diabetes e insuficiência cardíaca. O ator morreu às 10h05 em decorrência de um choque cardiogênico, de acordo com a assessoria de imprensa do Hospital São Lucas, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.

O humorista criou os bordões “Veeeenha!” e o “Camarão é a mãe” no programa comandado por Chico Anysio.Mário Tupinambá também foi redator humorístico dos programas "Chico City" (1973), "Chico Total" (1981), "Chico Anysio Show" (1982) e "Estados Anysios de Chico City" (1991).

Como ator, atuou em "Titio não é Sopa" (1959), "Sai Dessa Recruta" (1960), "Vagabundos no Society" (1962), "O Sabor do Pecado"(1967), "A Noiva da Cidade"(1978) e "Fulaninha" (1986).

sábado, 25 de setembro de 2010

Morre filho do 'Marechal da Vitória', Paulinho Machado de Carvalho

> "Paulinho" tinha o mesmo nome do pai, Paulo Machado de Carvalho, falecido em 1992, que batiza o estádio do Pacaembu. Morreu em São Paulo, nesta terça-feira, o empresário Paulo Machado de Carvalho Filho, aos 86 anos. Conhecido como Paulinho, ele tinha o mesmo nome do pai, Paulo Machado de Carvalho, falecido em 1992, que dá nome ao Estádio Municipal de São Paulo, o Pacaembu, e que ganhou o apelido de "Marechal da Vitória" após chefiar as delegações campeãs mundiais pela seleção brasileira em 1958 e 1962. Paulinho estava internado desde 31 de agosto no hospital Sírio Libanês e lutava contra um câncer de próstata. O velório será realizado durante a noite desta terça-feira, no Cemitério do Morumbi, onde o corpo será sepultado a partir das 10 horas da manhã de quarta-feira. Assim como o pai, que além de suas funções esportivas também foi o fundador Rede de Emissoras Unidas de Rádio e Televisão, o são-paulino Paulo Machado de Carvalho Filho é considerado um dos nomes mais significantes da história da TV brasileira. Sob influência do pai, ele começou a trabalhar aos 16 anos na Rádio Record e sugeriu a transformação da Rádio Panamericana em emissora de esportes. No início da década de 50, tornou-se diretor da Rádio e da TV Record, cargo que exerceu até 1990, já famoso por ter trazido ao Brasil grandes astros da música internacional. Além disso, Paulinho trabalhou também na Rádio Jovem Pan e foi o primeiro presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Recordar anos 60 70 80 e 90 é viver: O Homem que veio do céu

Recordar anos 60 70 80 e 90 é viver: O Homem que veio do céu

O Homem que veio do céu




Emissora: NBC.

Emissora no Brasil: SBT.
Ano de Produção: de 1984 a 1989 (111 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Michael Landon Productions e National Broadcasting Company

Michael Landon foi o criador, produtor executivo, diretor, roteirista e protagonista do seriado O Homem Que Veio do Céu. Landon se baseou em um dos seus filmes preferidos, A Felicidade Não Se Compra (1946), para escrever o enredo da série. A National Broadcasting Company (NBC) estava em baixa quando Michael Landon levou sua idéia para os executivos, pois havia tido alguns recentes fracassos com outras séries, e relutou muito antes de comprar a idéia de Landon. E foi uma surpresa para todo mundo quando o seriado ultrapassou todos os concorrentes do horário. O sucesso da série logo se espalhou pelo mundo e manteve o programa no ar por 111 episódios, durante os cinco anos em que foi produzido.

Jonathan Smith é o nome usado por um anjo enviado por Deus ao planeta Terra para ajudar as pessoas. Com uma grande generosidade, Smith tem inúmeros poderes entre os quais a capacidade de vôo, teletransporte, superforça e o poder sobre os elementos do clima.

O parceiro de Jonathan Smith, o ex-policial Mark Gordon, é interpretado por Victor French, que também trabalhou em outra série de Landon: Os Pioneiros (Little House on the Prairie - 1974 a 1983). Dizem que a intenção primeira de Landon com "Os Pioneiros" foi a de ajudar todas as pessoas que já haviam trabalhado com ele na parte técnica em Bonanza (série que o tornou famoso nos anos 60 com o papel de Little Joe), pois a grande maioria dos técnicos também o ajudaram naquela produção, a exemplo do que ocorreu na série O Homem que Veio do Céu. Michael Landon morreu em sua casa, em Malibu, no dia 1º de Julho de 1991, vítima de câncer no pâncreas, aos 54 anos de idade e foi um dos maiores representantes da indústria do entretenimento nos Estados Unidos, abraçando inúmeras causas sociais e contribuindo para as mesmas.

No Brasil a série também teve uma excelente repercussão, quando foi exibida na década de 1980 na faixa nobre do SBT. Chegou a ser indicada ao Troféu Imprensa na categoria Filme Seriado nos anos de 1986 (perdendo para Miami Vice) e 1987 (perdendo para Esquadrão Classe A e Magnum).

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Recordar anos 60 70 80 e 90 é viver: Remaker do seriado dos anos 80 Esquadrão Classe A

Recordar anos 60 70 80 e 90 é viver: Remaker do seriado dos anos 80 Esquadrão Classe A

Remaker do seriado dos anos 80 Esquadrão Classe A






Esquadrão Classe A




Dirigido por Joe Carnahan. Com: Liam Neeson, Bradley Cooper, Sharlto Copley, Quinton “Rampage” Jackson, Jessica Biel, Patrick Wilson, Gerald McRaney, Henry Czerny, Brian Bloom.


Baseado na série de tevê que entre 1983 e 1987 se tornou extremamente popular graças principalmente ao jeito durão de Mr. T e ao tema composto por Mike Post e Pete Carpenter, Esquadrão Classe A gira em torno de quatro ex-Boinas Verdes que, acusados de um crime que não cometeram, formam um grupo de mercenários especialistas em lidar com missões complicadíssimas: o ex-coronel e líder da equipe Hannibal Smith (Neeson), o enlouquecido piloto “Mad” Murdock (Copley), o tenente “Cara-de-pau” Peck (Cooper) e o... bom, o durão B.A. (Jackson). Juntos há vários anos (o filme, aliás, mostra como se conheceram), eles são encarregados de recuperar as placas de impressão da moeda norte-americana que se encontram nas mãos do inimigo e, no processo, acabam sendo acusados de roubá-las. Determinados a provar sua inocência.

SOBRE A HISTÓRIA
Esquadrão Classe A foi um dos seriados de televisão mais populares nos anos 1980. Criado por Stephen J. Cannell e Frank Lupo, a série girava em torno das aventuras de uma equipe de quatro veteranos do Vietnã que, sentenciados por um tribunal militar por um crime que não cometeram, vão para o submundo e tornam-se soldados mercenários. Liderados por um coronel que não para de morder um charuto, John “Hannibal” Smith, interpretado originalmente por George Peppard, a equipe agia do lado do bem, enquanto tentava limpar seu nome. O seriado conquistou uma legião de fãs entusiasmados.
“O seriado Esquadrão Classe A ia muito além de apenas uma série de televisão. Era um fenômeno”, diz seu criador Stephen J. Cannell, que também é um dos produtores do filme. “Nunca houve na televisão protagonistas como os que tínhamos em Esquadrão Classe A”. O seriado tinha uma premissa bem simples: quatro sujeitos que são erroneamente condenados por um crime decidem ajudar as pessoas que não conseguem resolver seus problemas sozinhas. A necessidade de combater as injustiças é um grande tema para uma história e o público se identificava com o seriado com bastante fervor. Gerações de crianças cresceram assistindo à série e uma outra geração cresceu assistindo às reprises, gostando da mesma forma”.
O aclamado diretor Joe Carnaham (Narc e A Última Cartada), um dos que cresceram assistindo à série, sabia que ela tinha um clube de fãs e também estava ciente do desafio que teria pela frente ao levar Esquadrão Classe A para o cinema. “Era um terreno afetivo e imaginar novamente um programa de televisão que eu assistia quando criança foi algo difícil de recusar”, diz Carnahan. E completa: “Queríamos ser respeitosos em relação às gerações de fãs que cresceram assistindo ao programa, mas também queríamos trazer o Esquadrão Classe A para o século XXI”.
Apesar de os executivos do estúdio e da indústria concordarem que a premissa do seriado por si só já fornecia uma grande base para um filme de longa-metragem, o projeto rolou por quase uma década, com o roteiro passando por inúmeras versões, pois os roteiristas queriam evitar um visual antiquado.
“Vínhamos tentando obter o roteiro certo há muito tempo”, lembra o produtor e ex-produtor sênior da Twentieth Century Fox, Alex Young. “Se você quer um filme moderno, terá que fazer algo maior e com mais sequências de ação, de forma a competir com os melhores arrasa-quarteirões do momento. Joe Carnahan tem uma sensibilidade muito grande para viabilizar um projeto desse tipo, e sua abordagem do material foi mais realista”.
Quando Carnahan embarcou no projeto, ele e o roteirista Brian Bloom adaptaram a ação para os dias de hoje: na retirada das tropas do exército americano do Oriente Médio. Eles mantiveram o sentimento de camaradagem e o humor que eram o coração do seriado, mas ampliaram a ação, o drama, a aventura e a intensidade. Carnahan diz: “O objetivo era fazer um filme de ação atraente, inventivo, real e o mais acessível possível. Não teria sentido fazer um filme de ação e aventura se não enfatizássemos a ação”.
Carnahan e Bloom achavam que o material que tinham em mãos precisava refletir os tempos atuais e deveria sensibilizar o público moderno. “A intenção não era abandonar o programa de televisão e os personagens que todos amavam tanto, mas evoluir e tornar a história mais contemporânea”, ressalta Bloom.
“As pessoas estão muito mais espertas do que há 25 anos, quando o programa estreou”, acrescenta Carnahan. “Se tentássemos lançar o seriado atualmente, as coisas que eles faziam não iam ‘colar’ hoje em dia. Naquela época, o aspecto extravagante do programa agradava muito aos espectadores, mas o público atual é muito mais sofisticado. Então, para trazer essa história para o momento em que vivemos, o tom e a abordagem tinham de mudar para refletir as sensibilidades contemporâneas”.
Enquanto tentavam trazer para os dias atuais o material e intensificar o drama, os realizadores concordaram que, para que a transição do Esquadrão para o cinema funcionasse, a camaradagem que era a alma do seriado também teria de ser um componente-chave deste filme. Carnahan comenta: “O que eu sempre gostei no programa, mais do que das situações, era da camaradagem e afetuosidade que aqueles sujeitos tinham entre eles. Não eram as histórias malucas ou as reviravoltas na trama os motivos para o sucesso do programa, mas o fato de que conseguíamos acreditar que aqueles sujeitos realmente gostavam uns dos outros e que realmente cuidavam uns dos outros”.
“A gente descobria que eles precisavam desesperadamente uns dos outros para sobreviver, não apenas emocional, mas técnica e taticamente”, enfatiza Bloom. “Eles formavam definitivamente uma equipe”.
“As pessoas realmente amavam aqueles personagens”, diz a produtora Jules Daly. “Logicamente que eles eram carismáticos e engraçados, mas também havia um grande sentimento de afetuosidade e conexão entre aqueles quatro homens, o que tinha grande apelo junto ao público. Todos sabíamos que a parte mais difícil de acertar, durante as filmagens, seria a química entre os quatro protagonistas”.
À medida que o projeto ganhava corpo e o roteiro se ajustava, os realizadores voltaram suas atenções para a escolha do elenco. “Discutimos muito sobre como escolheríamos o elenco”, lembra Alex Young. “E foi muito arriscado, porque, quando começamos a pensar nisso, descobrimos que havia inúmeras possibilidades; a gente olhava para todo ator com uma certa idade e argumentava que ele poderia estar no filme. A única coisa que queríamos era que os quatro [atores que interpretassem o Esquadrão] tivessem um frescor. Não queríamos escolher os atores já esperados e aí rodeá-los de uma porção de atores coadjuvantes”.
Enquanto pensavam nas possibilidades para o papel crucial do coronel John “Hannibal” Smith, os realizadores sabiam que era importante encontrar um ator que exalasse poder, confiança e autoridade – e também que tivesse um senso de humor afiado. Como chefe do Esquadrão Classe A, Hannibal é um mestre em desenvolver táticas e que sempre está um passo à frente de seus inimigos. Ele mantém sua equipe longe dos perigos, porém seus métodos pouco ortodoxos raramente conduzem a uma conclusão previsível. Independentemente do esquema, ele adora quando um de seus planos dá certo.
Indicado ao Oscar, o ator Liam Neeson é mais conhecido pelos papéis dramáticos que já interpretou, personagens com grande presença física e humanidade, porém foi sua aclamada atuação no filme de ação Busca Implacável que fez com que os realizadores enxergassem nele o personagem Hannibal. Jules Daly explica: “Liam é sexy, está em forma, é forte e leva seriedade para o papel. Acho que, quando ele aceitou ou papel, acabou definindo o tom do projeto”.
“Independentemente do papel, Liam mostra Cara-de-Pautas diferentes dele próprio e dos personagens que interpreta, e faz isso de forma íntegra, passional e sincera”, descreve Carnahan. “Liam leva a combinação certa de inteligência e força ao personagem. É fácil acreditar que este homem ama o personagem, confia nele e o respeita”.
Ao descrever o que mais o atraiu ao papel de Hannibal Smith, Neeson declara: “Eu me comovi com o relacionamento entre aqueles quatro caras que Joe [Carnahan] e Brian [Bloom] conseguiram manter como o núcleo da história. Logicamente, a história e os personagens foram elaborados meticulosamente, e o roteiro inspirava uma grande camaradagem entre eles. Hannibal é um herói crível. Ele tem moral, um senso de ética muito forte e adora seu país e sua equipe”.
Neeson foi agraciado com a oportunidade de interpretar o tático principal, mas lutou contra o fato de que teria de incorporar a marca registrada de seu personagem. “Sendo um ex-fumante, foi muito difícil para mim por causa do charuto”, admite o ator. “Mas eu entendi por que os roteiristas queriam manter o conceito; o charuto dá um ar de felicidade a Hannibal quando um plano dele está indo conforme o previsto. Quando ele acende o fósforo, enfatiza um certo ar de dever cumprido, e eu entendo que havia determinadas cenas em que eu tinha de dar umas baforadas, mas logicamente não queremos que as crianças repitam isso em casa”.
O tenente Templeton “Cara-de-Pau” Peck é o vigarista do Esquadrão e o cara a quem todos recorrem quando precisam ter as coisas feitas. Ele se vale de sua beleza e seu charme para fazer esquemas e conseguir o que quer, e para aproveitar as benesses da vida. Cara-de-Pau consegue convencer todo mundo – especialmente as mulheres – a fazer (ou deixar de fazer) as coisas que ele quer. Para levar o papel de Cara-de-Pau para o cinema, os realizadores convidaram Bradley Cooper, cujo papel na comédia de sucesso Se Beber, não Case firmou sua reputação como um dos maiores talentos de usa geração. “Quando Bradley mostrou interesse em interpretar Cara-de-Pau, não vi por que continuar procurando outros atores para o papel”, lembra Carnahan. “Sabe quando nos damos bem logo de cara com uma pessoa e pensamos que vai ser um amigo de longa data? Foi isso que senti com Cooper, imediatamente. Muitos atores falam muito, mas não têm a atuação desejada. Bradley se dedica cem por cento do tempo. Ele é um cara maravilhoso, com um senso de humor incrível e dá uma nova dimensão ao papel”.
“Além de ser incrivelmente inteligente, sedutor e bonito, o personagem Cara-de-Pau precisava de charme e carisma, qualidades que Bradley tem de sobra”, confirma Daly. “Trata-se de um ator com muito apelo com o público, e tem o visual do personagem, então fica muito verossímil quando começa a atuar. O papel caiu como uma luva para ele”.
Não foi difícil para Bradley aceitar o papel. “Sempre foi um sonho meu fazer um filme de ação”, lembra o ator. “Adoro esportes e amo fingir que estou lutando. E fazer parte de uma adaptação de um programa de TV tão icônico, que cresci assistindo, e ainda por cima ao lado de Liam Neeson, é incrível”.
Cooper gostou especialmente do fato de o papel lhe dar a oportunidade de fazer algumas cenas de ação que lhe exigiam fisicamente. Para garantir que estava pronto para cumprir essa tarefa, adotou uma dieta rigorosa e uma rotina de treinamento intensa, que incluía uma escalada de mais de 850 metros na montanha Grouse, em Vancouver.
Ele conta: “Eu me mantenho sempre em forma, mas tive de malhar mais para este filme. Cenas de ação são complicadas e tomam uma energia imensa. Temos de prestar atenção em um monte de coisas: a posição do corpo, como você se mexe ao lutar, e como manejar um revólver. Cara-de-Pau é um soldado; ele não se importa em lutar pesado, então eu tinha que me preparar para as cenas físicas”.
O contraponto a Cara-de-Pau é o descolado H.M. Murdock, um dos melhores pilotos de helicóptero do mundo. Se alguma coisa tem rotor, ele consegue pilotar. Ele tem um QI altíssimo e sabe tudo sobre tudo; consegue se passar por um cirurgião ou por um príncipe, se necessário – e acreditamos nele. Os relatórios sobre o comportamento de Murdock dizem que ele é instável mentalmente, e, por vezes, consegue convencer a todos disso. Ele não foge do perigo; em vez disso, vai diretamente resolver o problema.
A produtora Jules Daly conheceu o trabalho de Sharlto Copley quando viu um dos primeiros cortes do filme Distrito 9. “Adorei o que Sharlto fez com o personagem de Wikus; ele tem uma rapidez que era perfeita para o papel de Murdock”, lembra Daly. Os realizadores pediram a Copley, que estava em viagem promovendo Distrito 9, que fizesse um vídeo sobre como ele pensava agir Murdock e depois mandasse para eles. O resto, bem, é História.
A ideia de interpretar um dos seus heróis de infância no cinema agradou a Copley. Ele conta: “O Esquadrão Classe A era meu programa de televisão preferido quando criança e Murdock era meu personagem preferido. Então interpretá-lo seria a realização de um sonho”.
Mestre em improvisação, Copley abraçou a atmosfera criativa no set de filmagens, desenvolvendo trejeitos cômicos e desenvolvendo o personagem a partir do roteiro. “O que mais me deixou animado foi o elemento do perigo atrelado ao personagem Murdock; o perigo combinado com o humor”, explica Copley. “Você nunca sabe se ele é realmente louco ou se está apenas fingindo. É um personagem bem excêntrico, a gente se diverte muito com ele. Ele é único”.
Foi ideia de Copley dar um sotaque sulista ao personagem. “Sharlto definitivamente tem um sotaque da África do Sul, mas não há nenhum traço disso neste filme”, diz Carnahan. “Ele faz um som anasalado típico do Texas que é incrível. Ficamos extasiados com a quantidade de coisas que ele consegue fazer. Toda a atitude e postura dele foi para construir um Murdock meio louquinho, já que o próprio Sharlto é um pouco louco também. Acho que as pessoas vão adorar o que ele fez com o papel”.
Completando o quarteto está B.A. Baracus, um extraordinariamente habilidoso motorista e mecânico que consegue criar máquinas incríveis a partir de peças comuns. Ele também é um soldado muito durão, que “comparece” quando começa o combate corpo a corpo. Tem pavio curto, então é melhor não contrariá-lo. Ele não tem medo de nada nem de ninguém – a não ser medo de avião.
O papel de B.A. Baracus foi o mais difícil para escalar porque, de todos os personagens originais da televisão, era ele o que tinha as características mais marcantes e presentes na lembrança. Alex Young diz: “Quando estávamos desenvolvendo e escolhendo o elenco para o filme, a primeira pergunta que todos fizeram foi, ‘Quem vai ficar com o papel do B.A. no filme?’ Era um papel marcante, e já não temos muitos papéis marcantes assim hoje em dia, e todos queriam fazer esse personagem”.
Os realizadores estavam atrás de alguém que não tivesse medo de fazer o papel de B.A. à sua maneira. Depois de uma busca intensa, escolheram o ex-lutador campeão de peso leve da UFC Quinton “Rampage” Jackson. Carnahan lembra: “Trouxemos Rampage de Vancouver para fazer um teste com as câmeras e ele foi ótimo, e ficou com o papel. Ele era inacreditavelmente bom na cena que leu: há um momento no filme em que B.A. faz um juramento e Rampage atuou de forma impecável, ficamos extasiados”.
Jackson observa que algumas de suas melhores memórias da época em que estava crescendo vieram do programa de televisão original, que ele assistia com o pai. “Era uma tradição minha e do meu pai assistir a Esquadrão Classe A quando eu era criança, era muito legal; a gente tentava construir umas coisas loucas, em frente à TV, imitando o personagem do filme”.
Desde o início, a química e a camaradagem entre os quatro atores eram muito fortes, em cena e nos bastidores. Jules Daly comenta: “Os caras se deram muito bem; eles realmente se completavam. Formaram sem dúvida uma equipe. E isso, para nós, era o ponto mais crítico em todo o trabalho. Sabíamos que, se a química desse certo, teríamos um filme maravilhoso”.
“Acho que os atores escolhidos foram perfeitos”, diz Cannell. “Acho que não conseguiríamos ter feito melhor. Liam, Bradley, Sharlto e Rampage captaram a essência do que as pessoas mais amavam nos personagens originais, e, ao mesmo tempo, deram uma roupagem completamente diferente”.
Ao lado de Neeson, Cooper, Copley e Jackson, no elenco estão também Jessica Biel e Patrick Wilson. Biel interpreta Charissa Sosa, uma capitã da unidade de Serviço de Investigação Criminal. Extremamente eficiente, independente e focada, Sosa – que tem um histórico amoroso complicado com Cara-de-Pau – torna-se a maior ameaça ao Esquadrão, já que fica no encalço deles. “Sosa é um componente importante para a dinâmica da história e precisávamos de alguém que pudesse fazer jus ao papel”, diz Carnahan. “Jessica é afiada, astuta, intuitiva e notadamente engraçada, sexy e inteligente – todas as qualidades que eu pensava que a personagem Sosa deveria ter. Sabia que Jessica não teria nenhum problema no meio daqueles caras”.
Biel diz que ficou imediatamente atraída pelo papel. “Joe tinha em mente que Sosa não seria um elemento feminino carregado de testosterona na história, e ela de fato não é. Às vezes, é difícil equilibrar a feminilidade e a força em um papel como esse, mas a personagem é descolada e inteligente, e tão habilidosa que poderia ser uma integrante do Esquadrão Classe A, mas também está completamente à vontade com quem ela é e, sendo assim, não tem medo de mostrar seu lado feminino”.
Patrick Wilson dá vida a um agente da CIA, Lynch, um papel-chave na missão mais explosiva do esquadrão. “Sabemos pouco sobre o Lynch”, diz Wilson sobre seu personagem. “Ele é um cara do bem? É confiável? É um vilão? Eu costumo interpretar os personagens mais sinceros, então foi divertido para mim dar vida a alguém que é um pouco misterioso. A gente vai descascando camada a camada e, no final, vemos o que o personagem se tornou”.



SOBRE A HISTÓRIA
Esquadrão Classe A foi um dos seriados de televisão mais populares nos anos 1980. Criado por Stephen J. Cannell e Frank Lupo, a série girava em torno das aventuras de uma equipe de quatro veteranos do Vietnã que, sentenciados por um tribunal militar por um crime que não cometeram, vão para o submundo e tornam-se soldados mercenários. Liderados por um coronel que não para de morder um charuto, John “Hannibal” Smith, interpretado originalmente por George Peppard, a equipe agia do lado do bem, enquanto tentava limpar seu nome. O seriado conquistou uma legião de fãs entusiasmados.
“O seriado Esquadrão Classe A ia muito além de apenas uma série de televisão. Era um fenômeno”, diz seu criador Stephen J. Cannell, que também é um dos produtores do filme. “Nunca houve na televisão protagonistas como os que tínhamos em Esquadrão Classe A”. O seriado tinha uma premissa bem simples: quatro sujeitos que são erroneamente condenados por um crime decidem ajudar as pessoas que não conseguem resolver seus problemas sozinhas. A necessidade de combater as injustiças é um grande tema para uma história e o público se identificava com o seriado com bastante fervor. Gerações de crianças cresceram assistindo à série e uma outra geração cresceu assistindo às reprises, gostando da mesma forma”.
O aclamado diretor Joe Carnaham (Narc e A Última Cartada), um dos que cresceram assistindo à série, sabia que ela tinha um clube de fãs e também estava ciente do desafio que teria pela frente ao levar Esquadrão Classe A para o cinema. “Era um terreno afetivo e imaginar novamente um programa de televisão que eu assistia quando criança foi algo difícil de recusar”, diz Carnahan. E completa: “Queríamos ser respeitosos em relação às gerações de fãs que cresceram assistindo ao programa, mas também queríamos trazer o Esquadrão Classe A para o século XXI”.
Apesar de os executivos do estúdio e da indústria concordarem que a premissa do seriado por si só já fornecia uma grande base para um filme de longa-metragem, o projeto rolou por quase uma década, com o roteiro passando por inúmeras versões, pois os roteiristas queriam evitar um visual antiquado.
“Vínhamos tentando obter o roteiro certo há muito tempo”, lembra o produtor e ex-produtor sênior da Twentieth Century Fox, Alex Young. “Se você quer um filme moderno, terá que fazer algo maior e com mais sequências de ação, de forma a competir com os melhores arrasa-quarteirões do momento. Joe Carnahan tem uma sensibilidade muito grande para viabilizar um projeto desse tipo, e sua abordagem do material foi mais realista”.
Quando Carnahan embarcou no projeto, ele e o roteirista Brian Bloom adaptaram a ação para os dias de hoje: na retirada das tropas do exército americano do Oriente Médio. Eles mantiveram o sentimento de camaradagem e o humor que eram o coração do seriado, mas ampliaram a ação, o drama, a aventura e a intensidade. Carnahan diz: “O objetivo era fazer um filme de ação atraente, inventivo, real e o mais acessível possível. Não teria sentido fazer um filme de ação e aventura se não enfatizássemos a ação”.
Carnahan e Bloom achavam que o material que tinham em mãos precisava refletir os tempos atuais e deveria sensibilizar o público moderno. “A intenção não era abandonar o programa de televisão e os personagens que todos amavam tanto, mas evoluir e tornar a história mais contemporânea”, ressalta Bloom.
“As pessoas estão muito mais espertas do que há 25 anos, quando o programa estreou”, acrescenta Carnahan. “Se tentássemos lançar o seriado atualmente, as coisas que eles faziam não iam ‘colar’ hoje em dia. Naquela época, o aspecto extravagante do programa agradava muito aos espectadores, mas o público atual é muito mais sofisticado. Então, para trazer essa história para o momento em que vivemos, o tom e a abordagem tinham de mudar para refletir as sensibilidades contemporâneas”.
Enquanto tentavam trazer para os dias atuais o material e intensificar o drama, os realizadores concordaram que, para que a transição do Esquadrão para o cinema funcionasse, a camaradagem que era a alma do seriado também teria de ser um componente-chave deste filme. Carnahan comenta: “O que eu sempre gostei no programa, mais do que das situações, era da camaradagem e afetuosidade que aqueles sujeitos tinham entre eles. Não eram as histórias malucas ou as reviravoltas na trama os motivos para o sucesso do programa, mas o fato de que conseguíamos acreditar que aqueles sujeitos realmente gostavam uns dos outros e que realmente cuidavam uns dos outros”.
“A gente descobria que eles precisavam desesperadamente uns dos outros para sobreviver, não apenas emocional, mas técnica e taticamente”, enfatiza Bloom. “Eles formavam definitivamente uma equipe”.
“As pessoas realmente amavam aqueles personagens”, diz a produtora Jules Daly. “Logicamente que eles eram carismáticos e engraçados, mas também havia um grande sentimento de afetuosidade e conexão entre aqueles quatro homens, o que tinha grande apelo junto ao público. Todos sabíamos que a parte mais difícil de acertar, durante as filmagens, seria a química entre os quatro protagonistas”.
À medida que o projeto ganhava corpo e o roteiro se ajustava, os realizadores voltaram suas atenções para a escolha do elenco. “Discutimos muito sobre como escolheríamos o elenco”, lembra Alex Young. “E foi muito arriscado, porque, quando começamos a pensar nisso, descobrimos que havia inúmeras possibilidades; a gente olhava para todo ator com uma certa idade e argumentava que ele poderia estar no filme. A única coisa que queríamos era que os quatro [atores que interpretassem o Esquadrão] tivessem um frescor. Não queríamos escolher os atores já esperados e aí rodeá-los de uma porção de atores coadjuvantes”.
Enquanto pensavam nas possibilidades para o papel crucial do coronel John “Hannibal” Smith, os realizadores sabiam que era importante encontrar um ator que exalasse poder, confiança e autoridade – e também que tivesse um senso de humor afiado. Como chefe do Esquadrão Classe A, Hannibal é um mestre em desenvolver táticas e que sempre está um passo à frente de seus inimigos. Ele mantém sua equipe longe dos perigos, porém seus métodos pouco ortodoxos raramente conduzem a uma conclusão previsível. Independentemente do esquema, ele adora quando um de seus planos dá certo.
Indicado ao Oscar, o ator Liam Neeson é mais conhecido pelos papéis dramáticos que já interpretou, personagens com grande presença física e humanidade, porém foi sua aclamada atuação no filme de ação Busca Implacável que fez com que os realizadores enxergassem nele o personagem Hannibal. Jules Daly explica: “Liam é sexy, está em forma, é forte e leva seriedade para o papel. Acho que, quando ele aceitou ou papel, acabou definindo o tom do projeto”.
“Independentemente do papel, Liam mostra Cara-de-Pautas diferentes dele próprio e dos personagens que interpreta, e faz isso de forma íntegra, passional e sincera”, descreve Carnahan. “Liam leva a combinação certa de inteligência e força ao personagem. É fácil acreditar que este homem ama o personagem, confia nele e o respeita”.
Ao descrever o que mais o atraiu ao papel de Hannibal Smith, Neeson declara: “Eu me comovi com o relacionamento entre aqueles quatro caras que Joe [Carnahan] e Brian [Bloom] conseguiram manter como o núcleo da história. Logicamente, a história e os personagens foram elaborados meticulosamente, e o roteiro inspirava uma grande camaradagem entre eles. Hannibal é um herói crível. Ele tem moral, um senso de ética muito forte e adora seu país e sua equipe”.
Neeson foi agraciado com a oportunidade de interpretar o tático principal, mas lutou contra o fato de que teria de incorporar a marca registrada de seu personagem. “Sendo um ex-fumante, foi muito difícil para mim por causa do charuto”, admite o ator. “Mas eu entendi por que os roteiristas queriam manter o conceito; o charuto dá um ar de felicidade a Hannibal quando um plano dele está indo conforme o previsto. Quando ele acende o fósforo, enfatiza um certo ar de dever cumprido, e eu entendo que havia determinadas cenas em que eu tinha de dar umas baforadas, mas logicamente não queremos que as crianças repitam isso em casa”.
O tenente Templeton “Cara-de-Pau” Peck é o vigarista do Esquadrão e o cara a quem todos recorrem quando precisam ter as coisas feitas. Ele se vale de sua beleza e seu charme para fazer esquemas e conseguir o que quer, e para aproveitar as benesses da vida. Cara-de-Pau consegue convencer todo mundo – especialmente as mulheres – a fazer (ou deixar de fazer) as coisas que ele quer. Para levar o papel de Cara-de-Pau para o cinema, os realizadores convidaram Bradley Cooper, cujo papel na comédia de sucesso Se Beber, não Case firmou sua reputação como um dos maiores talentos de usa geração. “Quando Bradley mostrou interesse em interpretar Cara-de-Pau, não vi por que continuar procurando outros atores para o papel”, lembra Carnahan. “Sabe quando nos damos bem logo de cara com uma pessoa e pensamos que vai ser um amigo de longa data? Foi isso que senti com Cooper, imediatamente. Muitos atores falam muito, mas não têm a atuação desejada. Bradley se dedica cem por cento do tempo. Ele é um cara maravilhoso, com um senso de humor incrível e dá uma nova dimensão ao papel”.
“Além de ser incrivelmente inteligente, sedutor e bonito, o personagem Cara-de-Pau precisava de charme e carisma, qualidades que Bradley tem de sobra”, confirma Daly. “Trata-se de um ator com muito apelo com o público, e tem o visual do personagem, então fica muito verossímil quando começa a atuar. O papel caiu como uma luva para ele”.
Não foi difícil para Bradley aceitar o papel. “Sempre foi um sonho meu fazer um filme de ação”, lembra o ator. “Adoro esportes e amo fingir que estou lutando. E fazer parte de uma adaptação de um programa de TV tão icônico, que cresci assistindo, e ainda por cima ao lado de Liam Neeson, é incrível”.
Cooper gostou especialmente do fato de o papel lhe dar a oportunidade de fazer algumas cenas de ação que lhe exigiam fisicamente. Para garantir que estava pronto para cumprir essa tarefa, adotou uma dieta rigorosa e uma rotina de treinamento intensa, que incluía uma escalada de mais de 850 metros na montanha Grouse, em Vancouver.
Ele conta: “Eu me mantenho sempre em forma, mas tive de malhar mais para este filme. Cenas de ação são complicadas e tomam uma energia imensa. Temos de prestar atenção em um monte de coisas: a posição do corpo, como você se mexe ao lutar, e como manejar um revólver. Cara-de-Pau é um soldado; ele não se importa em lutar pesado, então eu tinha que me preparar para as cenas físicas”.
O contraponto a Cara-de-Pau é o descolado H.M. Murdock, um dos melhores pilotos de helicóptero do mundo. Se alguma coisa tem rotor, ele consegue pilotar. Ele tem um QI altíssimo e sabe tudo sobre tudo; consegue se passar por um cirurgião ou por um príncipe, se necessário – e acreditamos nele. Os relatórios sobre o comportamento de Murdock dizem que ele é instável mentalmente, e, por vezes, consegue convencer a todos disso. Ele não foge do perigo; em vez disso, vai diretamente resolver o problema.
A produtora Jules Daly conheceu o trabalho de Sharlto Copley quando viu um dos primeiros cortes do filme Distrito 9. “Adorei o que Sharlto fez com o personagem de Wikus; ele tem uma rapidez que era perfeita para o papel de Murdock”, lembra Daly. Os realizadores pediram a Copley, que estava em viagem promovendo Distrito 9, que fizesse um vídeo sobre como ele pensava agir Murdock e depois mandasse para eles. O resto, bem, é História.
A ideia de interpretar um dos seus heróis de infância no cinema agradou a Copley. Ele conta: “O Esquadrão Classe A era meu programa de televisão preferido quando criança e Murdock era meu personagem preferido. Então interpretá-lo seria a realização de um sonho”.
Mestre em improvisação, Copley abraçou a atmosfera criativa no set de filmagens, desenvolvendo trejeitos cômicos e desenvolvendo o personagem a partir do roteiro. “O que mais me deixou animado foi o elemento do perigo atrelado ao personagem Murdock; o perigo combinado com o humor”, explica Copley. “Você nunca sabe se ele é realmente louco ou se está apenas fingindo. É um personagem bem excêntrico, a gente se diverte muito com ele. Ele é único”.
Foi ideia de Copley dar um sotaque sulista ao personagem. “Sharlto definitivamente tem um sotaque da África do Sul, mas não há nenhum traço disso neste filme”, diz Carnahan. “Ele faz um som anasalado típico do Texas que é incrível. Ficamos extasiados com a quantidade de coisas que ele consegue fazer. Toda a atitude e postura dele foi para construir um Murdock meio louquinho, já que o próprio Sharlto é um pouco louco também. Acho que as pessoas vão adorar o que ele fez com o papel”.
Completando o quarteto está B.A. Baracus, um extraordinariamente habilidoso motorista e mecânico que consegue criar máquinas incríveis a partir de peças comuns. Ele também é um soldado muito durão, que “comparece” quando começa o combate corpo a corpo. Tem pavio curto, então é melhor não contrariá-lo. Ele não tem medo de nada nem de ninguém – a não ser medo de avião.
O papel de B.A. Baracus foi o mais difícil para escalar porque, de todos os personagens originais da televisão, era ele o que tinha as características mais marcantes e presentes na lembrança. Alex Young diz: “Quando estávamos desenvolvendo e escolhendo o elenco para o filme, a primeira pergunta que todos fizeram foi, ‘Quem vai ficar com o papel do B.A. no filme?’ Era um papel marcante, e já não temos muitos papéis marcantes assim hoje em dia, e todos queriam fazer esse personagem”.
Os realizadores estavam atrás de alguém que não tivesse medo de fazer o papel de B.A. à sua maneira. Depois de uma busca intensa, escolheram o ex-lutador campeão de peso leve da UFC Quinton “Rampage” Jackson. Carnahan lembra: “Trouxemos Rampage de Vancouver para fazer um teste com as câmeras e ele foi ótimo, e ficou com o papel. Ele era inacreditavelmente bom na cena que leu: há um momento no filme em que B.A. faz um juramento e Rampage atuou de forma impecável, ficamos extasiados”.
Jackson observa que algumas de suas melhores memórias da época em que estava crescendo vieram do programa de televisão original, que ele assistia com o pai. “Era uma tradição minha e do meu pai assistir a Esquadrão Classe A quando eu era criança, era muito legal; a gente tentava construir umas coisas loucas, em frente à TV, imitando o personagem do filme”.
Desde o início, a química e a camaradagem entre os quatro atores eram muito fortes, em cena e nos bastidores. Jules Daly comenta: “Os caras se deram muito bem; eles realmente se completavam. Formaram sem dúvida uma equipe. E isso, para nós, era o ponto mais crítico em todo o trabalho. Sabíamos que, se a química desse certo, teríamos um filme maravilhoso”.
“Acho que os atores escolhidos foram perfeitos”, diz Cannell. “Acho que não conseguiríamos ter feito melhor. Liam, Bradley, Sharlto e Rampage captaram a essência do que as pessoas mais amavam nos personagens originais, e, ao mesmo tempo, deram uma roupagem completamente diferente”.
Ao lado de Neeson, Cooper, Copley e Jackson, no elenco estão também Jessica Biel e Patrick Wilson. Biel interpreta Charissa Sosa, uma capitã da unidade de Serviço de Investigação Criminal. Extremamente eficiente, independente e focada, Sosa – que tem um histórico amoroso complicado com Cara-de-Pau – torna-se a maior ameaça ao Esquadrão, já que fica no encalço deles. “Sosa é um componente importante para a dinâmica da história e precisávamos de alguém que pudesse fazer jus ao papel”, diz Carnahan. “Jessica é afiada, astuta, intuitiva e notadamente engraçada, sexy e inteligente – todas as qualidades que eu pensava que a personagem Sosa deveria ter. Sabia que Jessica não teria nenhum problema no meio daqueles caras”.
Biel diz que ficou imediatamente atraída pelo papel. “Joe tinha em mente que Sosa não seria um elemento feminino carregado de testosterona na história, e ela de fato não é. Às vezes, é difícil equilibrar a feminilidade e a força em um papel como esse, mas a personagem é descolada e inteligente, e tão habilidosa que poderia ser uma integrante do Esquadrão Classe A, mas também está completamente à vontade com quem ela é e, sendo assim, não tem medo de mostrar seu lado feminino”.
Patrick Wilson dá vida a um agente da CIA, Lynch, um papel-chave na missão mais explosiva do esquadrão. “Sabemos pouco sobre o Lynch”, diz Wilson sobre seu personagem. “Ele é um cara do bem? É confiável? É um vilão? Eu costumo interpretar os personagens mais sinceros, então foi divertido para mim dar vida a alguém que é um pouco misterioso.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Recordar anos 60 70 80 e 90 é viver: 21 anos sem raul Seixas

Recordar anos 60 70 80 e 90 é viver: 21 anos sem Raul Seixas

21 anos sem Raul Seixas

Se na semana passada o mundo inteiro lembrou da morte do Rei do Rock Elvis Presley, amanhã é dia de lembrar a data em que perdemos o maior nome da história do rock nacional: Raul Seixas. Há 21 anos o Maluco Beleza ia para o lado de lá por um ataque cardiáco, as vésperas de lançar o disco (que virou tributo) Panela do Diabo. Pra não deixar passar batido esse acontecimento marcante no Brasil, Joinville e Blumenau organizam seus tributos ao baiano, que deixou uma imensidão de hits para serem pedidos pelo clássico: Toca Raul!